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COB cria comissão para apurar irregularidades em Taekwondo nacional

Data da publicação 22/06/2013 - 00:00

Desvio de dinheiro, fraudes em licitações e descumprimento da Lei de Transparência. Essas são algumas das possíveis irregularidades da administração de Carlos Fernandes à frente da Confederação Brasileira de Takewondo (CBTkd) que serão investigadas.

O Comitê Olímpico Brasileiro anunciou nesta quinta-feira a criação de uma comissão específica para apurar as denúncias que partiram de um grupo formado por presidentes de federações e também atletas.
Um dossiê com a compilação das irregularidades será apresentado nesta sexta-feira ao COB.

O idealizador do movimento é Marcelino Soares – vice-presidente da federação mineira. A entidade (ao lado das federações de São Paulo e Rondônia) é uma das que foram desfiliadas por Fernandes, supostamente por terem reprovado as contas apresentadas pelo presidente.

– Desde que fiz a primeira denúncia, não parei. Me perseguiram, me desfiliaram, mas eu continuei. O COB já interveio em outras filiadas por muito menos. Agora, temos um esquema de fraude na CBTKD – afirmou Marcelino Soares, em contato telefônico com a reportagem do L!Net.

As principais acusações dão conta de que Carlos Fernandes fez uso de dinheiro da Confederação para fins pessoais. Teria transferido valores acima de R$ 10 mil para sua conta bancária, além de ter pago despesas da família com verba da CBTKd.

Marcelino também aponta para a fraude na contratação de auditores, que teriam sido remunerados com dinheiro proveniente da Lei Agnelo/Piva. Desacatos à Lei da Transparência e a decisões do STJD do Taekwondo também constam nos documentos que serão apresentados ao Comitê Olímpico Brasileiro.

A insatisfação também deixa a esfera gerencial e chega aos atletas. Diogo Silva, um dos principais nomes da Seleção, participa do movimento. Ele aponta arbitrariedade na escolha dos atletas beneficiados com recursos do programa de esporte de alto rendimento da Petrobras.Diogo Silva é um dos atletas que fazem oposição a Carlos Fernandes (Crédito: AFP)

Carlos Fernandes está à frente da CBTkd desde 2010, quando entrou no lugar do sul-coreano Jung Roul Kim, após este ser destituído. Ele afirmou desconhecer as denúncias.

– Soube que isso (a investigação) não é só na CBTkd, mas em outras confederações também. Acho que tem engano aí – disse o presidente, em rápido contato com o L!Net.As denúncias
Uso de dinheiro da CBTkdCarlos Fernandes é acusado por Marcelino de transferir dinheiro da entidade para sua conta bancária pessoal. Há também indícios de que contas pessoais foram pagas com a verba disponível para a entidade.FraudesHouve, de acordo com Marcelino, a contratação de um falso auditor a fim de fraudar os exercícios fiscais de 2010 e 2011 da Confederação. Também haveria sido fraudada uma licitação no valor de R$ 150 mil.

Outras irregularidadesCarlos Fernandes teria descumprido a Lei de Transparência e decisões do STJD do Taekwondo. Além disso, teria contratado a empresa de um conselheiro da CBTkd para a instalação de equipamentos para um torneio no Rio de Janeiro, em março do ano passado.

Bate-Bola com Diogo Silva, lutador da Seleção, em entrevista concedida ao LANCE!Net

De que forma os atletas têm sido prejudicados pela administração de Carlos Fernandes?
Há muita coisa com as quais não concordamos. Tentamos falar com o COB várias vezes, mas agora conseguimos as provas para que a comissão seja criada.

Como os atletas têm se envolvido com esta causa?
Neste momento, já está tendo uma movimentação de atletas praticantes de taekwondo. Na próxima semana, queremos fazer uma manifestação, que deve ter cerca de mil pessoas. O movimento se chama “Mostre a Sua Cara” e terá cerca de mil pessoas, entre lutadores e familiares.

De que forma você analisa a gestão do Carlos Fernandes, desde 2010 à frente da CBTkd?
Ele deu muita sorte de a Petrobras ter entrado para financiar os projetos. Serão quase R$ 5 milhões, e eles acabam alimentando essa administração. Esse recurso sempre foi muito mal administrado pela Confederação.

Petrobras aguarda apuração

Por meio de seu programa de esportes de alto rendimento, a Petrobras é a principal financiadora do taekwondo brasileiro. No entanto, mesmo com as denúncias que serão apresentadas ao COB, a empresa preferiu não se manifestar.

Em comunicado enviado ao LANCE!Net, a Petrobras disse que aguardará a apuração dos fatos antes de tomar qualquer atitude.

O taekwondo é uma das cinco modalidades apoiadas pela empresa. Ao lado de remo, levantamento de peso, boxe e esgrima, o esporte recebe recursos provenientes da Lei de Incentivo ao Esporte. A verba é gerenciada pelo Instituto Passe de Mágica. No exercício de 2011, profissionais do taekwondo receberam R$ 4,1 milhões. Os dados de 2012 ainda não foram divulgados.

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