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´Precoce`, Natália Falavigna mira o ouro às vésperas de sua terceira Olimpíada

Data da publicação 09/05/2012 - 00:00

Filha do meio de uma família evangélica, Natália Falavigna faz da determinação e da disciplina suas principais armas para ser a maior lutadora de taekwondo do Brasil. Dona de uma medalha de bronze olímpica, conquistada em Pequim, em 2008, e com vaga garantida nos Jogos de Londres, onde novamente figura como uma das favoritas para subir ao pódio, essa paranaense nascida em Maringá e criada em Londrina decidiu ser atleta aos quatro anos de idade. O encontro com o taekwondo aconteceu dez anos depois e, de lá para cá, a relação com o esporte determinou o rumo de sua vida.

O gosto pelo esporte vem de família. Apesar de ninguém ter feito carreira, os pais sempre foram grandes incentivadores e o irmão mais novo jogou basquete na adolescência.

- Algumas pessoas nascem sabendo o que querem fazer. Eu falo para minha mãe desde os quatro anos que queria ser atleta, queria chegar nos Jogos Olímpicos, ser campeã mundial. Na época eu não sabia nem qual seria a modalidade. Comecei a praticar vários esportes para descobrir o que gostava de fazer. Aos 14 anos conheci o taekwondo. Uma amiga me chamou para ver um treino e eu me matriculei por impulso. Lá pela terceira aula, o meu primeiro treinador, Clóvis Aires, veio conversar comigo, falou para que eu continuasse treinando que eu ia ser campeã mundial júnior. Comecei a treinar firme e dois anos depois disputei essa competição e conquistei o título - relembra Falavigna.

A escolha por uma arte marcial surpreendeu a própria Natália, que até então preferia esportes com bola. Os pais poderiam se opor ao ver a filha trocando chutes com outras crianças, mas resolveram apoiar a decisão da futura medalhista olímpica:

- A base do meu sucesso vem da questão familiar, dos meus pais, que me deram essa tranquilidade para fazer o que eu gosto.

Em 2004, Natália, então com 20 anos, mudou-se para Campinas para treinar com o técnico José Palermo, o Tilico. A decisão deu resultados e, no mesmo ano, ela disputou sua primeira Olimpíada, terminando na quarta colocação em Atenas. No ano seguinte, conquistou o Mundial na Espanha e viu sua carreira deslanchar, chegando ao bronze em Pequim.

Melhor ciclo olímpico

Natália começou uma nova fase em sua carreira em 2010, quando se mudou para o Rio de Janeiro, local onde conseguiu unir boa estrutura e bom treinamento. Na Cidade Maravilhosa, a atleta diz estar realizando seu melhor ciclo olímpico. Ela mora perto do Parque Aquático Maria Lenk, onde faz os treinos técnicos e aprimora a forma física com sua preparadora Lilian Barazetti.

Entre o treinamento puxado e as frequentes viagens para os Estados Unidos, onde treina com Jean Lopez, considerado o maior técnico de taekwondo da atualidade, a paranaense se adapta ao estilo de vida do Rio de Janeiro.

- Costumo ir à praia no fim de semana. A cidade é linda, tem lugares lindos e isso é uma das coisas que eu adoro, sol, calor, paisagem. Eu sou mais de curtir o dia, até porque tá super corrido, estou treinando bastante e gosto do conforto da minha casa. Ir para o treino, pegar uma praia no fim de semana, isso é basicamente o que eu faço.

Rumo à sua terceira Olimpíada, a atleta não dá margem para arrependimentos e sonha com sua segunda medalha olímpico. De preferência, de ouro desta vez:

- Não tenho a sensação de ter perdido alguma coisa. O atleta que fala isso está procurando desculpas. Eu sabia dos direitos e dos deveres que teria quando assumi a profissão. Foi a minha escolha. Sabia do que se tratava e até hoje continua valendo essa escolha. No dia que a vontade de sair com os amigos for mais forte que a vontade de treinar, no dia que a vontade de comer aquilo que eu quiser for maior que a vontade de estar aqui, da vontade de sofrer, da conquista, do dia a dia, do desafio, eu vou parar.

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