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Classificada para as Olimpíadas , Falavigna cobra projeto de renovação

Data da publicação 23/11/2011 - 00:00

Natália Falavigna começou a treinar taekwondo quando tinha 14 anos de idade. Hoje, aos 27, ela já conquistou o Mundial, em 2005, e a primeira medalha olímpica do Brasil no esporte, bronze em 2008. No último fim de semana, garantiu a vaga nos Jogos de Londres. Durante esses anos, o esporte se transformou no país. Com o aumento do investimento, a modalidade se fortaleceu, passou a ser mais estruturada e a ter mais visibilidade. Mas isso não é o suficiente para um país que vai sediar os Jogos Olímpicos daqui a cinco anos.

Natália cobra uma maior preocupação com a renovação dos atletas. A lutadora do Fluminense lembra que a equipe brasileira hoje é muito experiente, mas que muitos  devem parar depois de 2012. Portanto, é preciso investir para que os novos talentos tenham vivência o suficiente até os Jogos do Rio, em 2016.

- O que falta é um projeto de renovação melhor, de detecção de talentos e que esses talentos possam vingar. Tem que dar rodagem para eles. Tem o talento, mas precisa estruturar. Precisamos ter isso muito bem pautado e com objetivos muito bem claros. Precisa fazer um trabalho, com uma equipe separada. Nós temos grandes atletas, mas nós não temos um programa forte de taekwondo - lamenta.

Promessas para 2016

Por ser sede das Olimpíadas, o Brasil ganha automaticamente quatro vagas no taekwondo para 2016. Com isso, os atletas não precisam participar das seletivas. Mas, de acordo com Natália, isso não é o suficiente. É necessário que os novos atletas tenham uma certa bagagem para aguentarem a pressão de lutar em casa, além de ser fundamental ter uma certa rodagem para buscar um bom resultado.

- Para o Brasil, seria muito importante ter mais de uma medalha olímpica. Precisamos fazer um balanço pós-2012 e buscar mais do que vamos conquistar no ano que vem - afirma.

Sobre possíveis promessas da modalidade, a atleta não gosta de citar nomes. Prefere não colocar pressão em cima de alguém que está apenas começando e afirma que é preciso treinar uma equipe grande para que vários possam se destacar. Ao ser questionada sobre Raphaella Galacho, considerada a nova menina de ouro do taekwondo, Natália elogia a dedicação da menina e diz acreditar que ela possa ser um grande nome. Mas deixa uma dica para quem está no início.

- Os atletas precisam entender que eles vão ter suas conquistas, suas vagas garantidas quando tiverem grandes resultados internacionais. Quem tiver mais vontade, mais empenho, mais horas de treino, vai mostrar que é o grande sucessor e o grande talento nos próximos anos - comenta.

Ajuda de treinadores internacionais

Há quase um ano foi inaugurado o Centro de Treinamento Time Brasil, no Rio de Janeiro, com o mesmo nível dos centros internacionais. Se não falta estrutura, falta mão de obra. Além do investimento na base, Natália defende uma renovação dos treinadores. Segundo ela, existem muitos profissionais bons que não ganham chances. Além de considerar fundamental a vinda de um técnico estrangeiro, com mais experiências internacionais e que tenham conquistado resultados.

Mas a atleta ressalta que é preciso pensar bem antes de escolher um treinador de fora, já que muitas vezes as confederações tomam decisões erradas. O profissional precisa se adaptar ao estilo de treinamento dos brasileiros e criar um programa sustentável, que capacite os técnicos nacionais para dar continuidade ao trabalho.

- Modalidades fortes são modalidades que têm grandes treinadores. Mesmo depois de um bronze olímpico, fui buscar fora o que me faltava. O mais importante é buscar um treinador que se encaixe no perfil e na necessidade dos atletas. Que seja um grande nome da modalidade - explica.

Antes de disputar o Pan-Americano e a Seletiva Olímpica, Natália passou três meses treinando nos Estados Unidos. A coordenadora e preparadora física da atleta, Lilian Barazetti, explica que a opção por buscar o melhor treinamento possível se deu por conta do curto espaço de tempo até as competições. A atleta ficou quase dois anos fora das disputas por conta de lesões no joelho direito.

Durante o período no exterior, Natália treinou com Jean López, segundo ela, o melhor treinador do taekwondo mundial. Ele é um dos responsáveis pelo sucesso do maior campeão da modalide: seu irmão Steven López, cinco vezes campeão mundial consecutivas, duas vezes medalhista de ouro (2000 e 2004) e bronze em Pequim.

- É um treinador que realmente tem nome, fez vários campeões mundiais, é muito forte. Tive a oportunidade de ver no dia a dia o quão bom ele é. Sempre tive o sonho de treinar com ele, desde que eu comecei e graças a deus, depois de muita batalha, de muitas conquistas, as portas se abriram e eu consegui - comemora.

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